Criança com diarreia com sangue: Cuidados necessários na diarreia com sangue e na diarreia constante

O que fazer na crise de diarreia com sangue ou na diarreia constante ou na diarreia aguda:

Os sintomas de diarreia e diarreia constante ou diarreia aguda são sinais de que nosso organismo está reagindo por conta de uma infecção intestinal, vírus, bactérias ou fungos que estão invadindo e prejudicando nosso metabolismo.

Estes sinais não devem ser somente combatidos, ou seja, não se deve somente cessar a diarreia, pois nosso organismo está avisando que algo não está bem e precisamos avaliar e descobrir as razões que levaram a isto.

No caso da diarreia constante ou diarreia com sangue alguns cuidados devem ser tomados para controle a avaliação da doença.

A mãe deve ser orientada para avaliar a criança procurando os seguintes sinais clínicos de piora:

 A criança Não consegue beber nem mamar no peito;

 Ocorre Piora do estado geral do bebê ou da criança;

 Ocorre Diminuição da diurese;

 A criança apresenta Sede aumentada;

 Pode ser observado Sangue nas fezes.

Com o surgimento de qualquer um destes sinais a criança deverá ser  reavaliada urgentemente pelo médico ou profissional habilitado para um diagnóstico mais apurado e para as medidas necessárias de combate e identificação do foco de origem.

É importante ainda ressaltar que:

 Criança com sinais de desidratação sem risco imediato de choque.

A reidratação oral com SRO é o tratamento de escolha para estas crianças. Não devem  ser usados refrigerantes, chás ou outros líquidos ou alimentos até o desaparecimento dos sinais de desidratação, com exceção dos lactentes alimentados ao seio, que deverão continuar a receber esse alimento junto com a SRO. Esta fase de reidratação deverá ser realizada no Serviço de Saúde e a criança só deve ser liberada para domicilio após desaparecimento dos sinais de desidratação. Para que se alcance sucesso na reidratação (que ocorre em cerca de 80 a 85% das vezes), a criança deve ser hidratada por cerca de 4 a 5 horas. Algumas orientações devem ser observadas:

 A quantidade de SRO ingerida dependerá mais da criança. Como parâmetro inicial, oferecer cerca de 20 a 30 ml para Kg/hora, em volumes pequenos de cada vez, com intervalos de ingestão de cerca de 10 a 15 minutos;

 Se a criança vomitar, o volume administrado deve ser reduzido, e a freqüência de administração aumentada;

 Como os sinais de desidratação desaparecem progressivamente, as crianças devem ser reavaliadas periodicamente (no mínimo a cada hora);

 Ao desaparecerem os sinais de desidratação, iniciar alimentação naquelas crianças que não fazem uso de leite humano. A partir daí, após cada evacuação líquida, oferecer SRO (de 50 a 200 ml, dependendo do peso da criança);

 O aleitamento ao seio deverá ser mantido e estimulado durante o período de reidratação, com medidas concretas de apoio à mãe;

 Para as crianças que recebem outros alimentos, que não o leite humano, enfatizar a importância de maior aporte calórico durante o  período de convalescência, para acelerar a recuperação nutricional;

 A criança deve ser reavaliada no Serviço de Saúde após 24 hs da alta. A família deve ser  orientada para sinais que indiquem recaída do quadro clinico:  sede intensa, vômitos, piora da diarréia, irritabilidade, prostração ou diminuição da diurese. Nestes casos, orientar para  oferecer SRO à criança e procurar imediatamente o Serviço de Saúde.

 

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