Esta doença cardíaca pode estar relacionada à Síndrome de Brugada que é caracterizada por elevação do segmento ST nas derivações precordiais direitas (V1 a V3), com incompleto ou completo bloqueio do ramo direito, e susceptibilidade a taquiarritmias ventriculares e morte súbita cardíaca.
Esta síndrome foi primeiramente descrita por Brugada et al. em 1992, mas a prevalência exata de desta doença na população geral é desconhecida, com estimativas variando de 1 / 200 habitantes.
Assim, não seria uma doença rara.
A Síncope cardíaca geralmente ocorre em repouso ou durante o sono (em indivíduos na sua terceira ou quarta décadas de vida). Na maioria das vezes a pessoa morre dormindo.
Em alguns casos a taquicardia não rescinde espontaneamente e pode degenerar em fibrilação ventricular e levar à morte súbita.
Ambos os casos esporádicos e familiares têm sido relatados e análise de haplótipos sugere um padrão de herança autossômica dominante.
Em aproximadamente 20% dos casos esta doença é causado por mutações no gene SCN5A no cromossomo 3p21-23.SCN5A que codifica o canal de sódio cardíaco, uma proteína envolvida no controle da excitabilidade do miocárdio.
Desde que o uso do desfibrilador cardioversor implantável (CDI) é a única opção terapêutica de eficácia comprovada para a profilaxia primária e secundária de parada cardíaca, a identificação de indivíduos de risco elevado é um dos principais objetivos no processo de decisão clínica.
A Quinidina pode ser considerada como uma terapia adjuvante para os pacientes com maior risco e pode reduzir o número de casos de choque do desfibrilador cardioversor implantável em pacientes com recorrências múltiplas.
Veja mais sobre doença cardíaca, síncope cardíaca, taquiarritmia ventricular, taquicardia, morte súbita, desfribilador cardioversor implantável, quinidina, acesse estas categorias no site ou clique nos links desta página
on Nov 20th, 2009 at 12:07 pm
Excelente assunto escolhido. A morte súbita cardíaca realmente é um problema de saúde pública, mata 1 pessoa a cada 5 min. no Brasil. Apesar de existirem diversas causas, doenças como a Síndrome de Brugada não são as mais frequentes. Na maior parte dos casos a presença de ateroesclerose no coração (isquemia) está presente.
Devemos pensar na presença da Síndrome de Brugada em pessoas jovens, arritmia ventricular grave ou sobrevivente de morte súbita com história familiar de síncopes ou morte súbita e que, na maior partre das vezes tem alterações no eletrocardiograma. O uso de medicações não melhora em nada a chance de sobrevida e a avaliação por médico especialista em arritmias (eletrofisiologista) é a melhor opção.
Maiores informações no blog http://foradoponto.blogspot.com