Criança com sobrepeso – Criança com excesso de peso – Obesidade como doença em crianças

A criança com sobrepeso ou a obesidade como doença em crianças deve ser considerada de acordo com os padrões brasileiros utilizando-se o índice de massa corpórea para definir e diferenciar entre obesidade infantil e sobrepeso infantil.

diferença entre obesidade e sobrepeso em criançasSobrepeso é diferente de obesidade. Entende-se por obesidade um excesso de gordura acumulada em todo o corpo que representa uma porcentagem muito maior em relação a massa magra, enquanto que sobrepeso pode ser definido apenas como um excesso de peso previsto para o sexo, altura e idade, de acordo com padrões populacionais de crescimento. Além disso o sobrepeso representa apenas um risco do indivíduo tornar-se obeso, já a obesidade traz prejuízos a saúde (Dâmaso, 1993a, apud Dâmaso, Teixeira e Curi, 1995).

A utilização, somente, do cálculo do I.M.C. para medição de massa corpórea é válida somente para indivíduos adultos. Como crianças e adolescentes ainda estão em fase de crescimento, o índice de gordura presente em seus corpos varia todos os anos, além disso existem diferenças também entre os sexos, por esses motivos não se pode utilizar apenas o I.M.C. Crianças e adolescentes devem ser classificados através de um paralelo entre o cálculo do I.M.C. e tabelas ou gráficos especiais que levem em conta além da altura e do peso atual, a idade e o sexo dos sujeitos. Os gráficos de crescimento desenvolvidos pela National Center for Health Statistics (Anexos 1 e 2), são um dos utilizados para esse tipo de mensuração, neles estão contidos uma série de curvas que indicam um percentil específico representando um padrão de crescimento que vai dos 2 aos 20 anos. Primeiramente calcula-se o I.M.C, em seguida cruza-se no gráfico, de acordo com o sexo, o I.M.C encontrado e a idade do sujeito, através do cruzamento dessas informações obtem-se o percentil do indivíduo. Quando o percentil estiver entre 5,1th e 84,9th a criança é considerada eutrófica, quando o percentil estiver entre 85th e 94,9th a criança é considerada com sobrepeso e quando o percentil for igual ou maior que 95th será considerada obesa. O I.M.C. decresce durante a idade pré escolar e aumenta a partir da idade escolar (Center for Disease Control and Prevention, 2002).

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Obesidade em crianças: Fatores e causas da obesidade em crianças – evolução da obesidade infantil nos últimos anos

A obesidade infantil é uma das patologias nutricionais que mais tem aumentado em números não só em países ricos mas em países  em desenvolvimento. De maneira clara, observamos tal fenômeno entre a população brasileira. Segundo dados estatísticos do IBGE(1990), aproximadamente 6% da população brasileira apresenta algum grau de obesidade, conforme apresenta Fizberg (1993).

doença da obesidade - criança muito gordaNos países mais ricos, a obesidade tem crescido de forma muito rápida, especialmente nas classes menos assistidas.

Uma outra pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição- INAN em 1989, os resultados indicaram que havia no Brasil 2,7 milhões de crianças obesas abaixo de 10 anos de idade. Correspondendo a8% da população infantil estudada. A distribuição dos dados por sexo mostrou predominância do segmento feminino com 1,5 milhões de casos para 1,2 milhões no masculino. Desse obesos, estima-se que apenas 5% sejam de origem endógena e os demais 95% seriam de origem exógena ou nutricional (Taddei in Fizberg, 1993).

Estudos realizados numa população atendida pelo Hospital- Escola da Faculdade Paulista de Medicina, mostraram que aproximadamente 4% a 5% das crianças menores de 12 anos que chegam para consulta em triagem médica, apresentam sobrepeso ou obesidade. Em  adultos, verificou-se que as mães destas crianças apresentam quase 34% de sobrepeso ou obesidade (Fizberg,1993).

Bradley (1985) entrevistou 341 pessoas que participavam de uma assistência médica para redução de peso com o objetivo de investigar quais os fatores ou eventos que eles consideravam que poderiam ser associados com o ganho de peso e também episódios de ganho de peso durante a infância, adolescência e vida adulta. Os episódios mais freqüentes associados por 75% das mulheres ao ganho de peso foram a gravidez, stress psicológico e medicamentos. Nos homens, a maioria atribuiu a diminuição da atividade física. A maioria do grupo relata que ganharam mais peso na vida adulta.

Freed (1947, apud Slower, 1987) perguntou a 500 mulheres em que  condições elas mais comiam. 75% relataram um aumento na alimentação quando nervosas, 20% quando entediadas e 5% não relacionavam emoção e alimentação.

Slochower, Kaplan e Mann (1981) estudaram os efeitos do stress no humor e alimentação de estudantes obesos e não obesos que cursavam o colegial. A alimentação dos sujeitos pesquisados e o humor foram medidos durante os exames finais e três semanas após os exames.

Os resultados indicaram que as estudantes obesas comiam significativamente mais durante épocas de exames do que posterior a eles. E mais; a alimentação foi associada positivamente com o nível de ansiedade e negativamente relacionada com o senso de controle de sentimentos. Após o final dos exames, a alimentação das estudantes obesas foi correlacionada com aspectos associados a baixa auto -estima . Nas estudantes normais a alimentação não variou em função do stress, inclusive uma correlação negativa entre ansiedade e alimentação foi encontrada durante o exame.

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Obesidade em crianças: Sobrepeso e fatores que influenciam na obesidade infantil

A obesidade é um problema crônico multifatorial, porém, a literatura existente é bastante divergente quanto as suas causas.

criança muito gordaBarbosa (2001) afirma que a obesidade é fortemente influenciada pelo ambiente, embora possíveis transmissões genéticas possam aumentar a probabilidade de um indivíduo tornar-se obeso. Já Halpern (2001) afirma que os fatores biológicos influenciam muito mais a obesidade do que o meio ambiente. Segundo o autor, uma série de estudos demonstra a influência da herança genética na obesidade, como por exemplo estudos feitos com filhos adotivos nos quais houve uma maior incidência de filhos obesos correlacionados com seus pais biológicos do que com seus pais adotivos.

Além dos estudos com filhos adotivos, Halpern (2001), cita também em seu livro, a descoberta em 1994, de uma substância chamada leptina. A leptina é uma proteína produzida e secretada por adipócitos maduros e é codificada (em camundongos) pelo gene ob. Ela atua como sinal de saciedade aferente a um circuito de feed back (Meinders e Toornvliet, 1996 apud Escrivão e cols, 2000), ou seja, tem por função auxiliar na queima de calorias e “avisar” o organismo através do hipotálamo que já está na hora de parar de comer.

Essa substância foi estudada em camundongos obesos mutantes (raça ob/ob) que nascem obesos e permanecem obesos por toda a vida. Esses camundongos produzem leptina não ativa e portanto, não recebem o sinal de saciedade, ingerindo desta forma, quantidade excessiva de alimentos e ganhando peso exageradamente. Além de não conseguirem ter a sensação de saciedade, ainda apresentam redução na capacidade de queima de calorias. Quando há administração exógena de leptina ativa nesses roedores, ocorre uma redução drástica da ingestão alimentar e conseqüentemente do peso corporal. Houve grande expectativa quanto ao tratamento da obesidade após a descoberta da leptina, levantando-se até a hipótese de que indivíduos obesos poderiam ter sensibilidade diminuída a tal substância, no entanto esse experimento apesar de muito significativo, por enquanto só foi visto em roedores, não tendo resultados diretamente generalizáveis para seres humanos. Mas ainda assim abriu portas para compreender o que ocorre com o hipotálamo em relação ao hábito de comer maior ou menor quantidades de alimentos (Escrivão e cols., 2000; Halpern 2001).

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Obesidade Infantil: Conseqüências sociais, psicológicas e orgânicas da obesidade infantil.

crianças obesas - obesidade infantil

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O crescimento cada vez maior de casos de obesidade infantil em todo o mundo pode até ser considerado uma pandemia.

Veja mais sobre obesidade infantil

Veja as consequencias da obesidade infantil

Veja sobre doenças causadas pela obesidade

Veja aspectos psicológicos da obesidade infantil

A obesidade pode ser considerada como uma doença, porém, uma doença curável.

O excesso de peso traz para o obeso, de uma forma geral, diversos desgostos e aborrecimentos, tanto na área física, quanto na estética, na área social e na área psicológica.

Quando a obesidade ocorre na infância, esse problema se torna ainda mais sério, pois é nesse período e início da adolescência que o número de células adiposas de um indivíduo são definidas.

A ingestão calórica excessiva, por tempo prolongado, leva a hiperplasia (crescimento exagerado de um órgão por proliferação exagerada das células) ou hipertrofia (crescimento exagerado de um órgão por aumento de tamanho das células) do tecido adiposo da criança.

Porém a obesidade infantil não produz apenas conseqüências físicas, mas também diversos distúrbios de ordem psicossociais, diminuindo a qualidade de vida e aumentando o número de respostas emocionais inadequadas.

Os problemas psicológicos do obeso, no entanto, não podem ser generalizados, pois a estrutura mental é uma particularidade de cada pessoa. O que pode se dizer é que indivíduos obesos não só podem ter distúrbios psicológicos pelo seu excesso de peso, como também que seus problemas psicológicos contribuam para a perpetuação de sua obesidade exógena.

Observa-se que crianças entre seis e nove anos mostram menor propensão em unir-se com crianças obesas para quaisquer tipos de atividades sociais e (ou) recreativas, enquanto sentem-se mais motivadas a engajar-se em atividades com crianças normais quanto ao peso.

Os distúrbios de identidade e auto-imagem em crianças obesas também se mostram significativos.

O excesso de peso afeta negativamente a imagem corporal, trazendo efeitos sérios sobre a forma da criança pensar e sentir-se a respeito de si mesma.

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Conseqüências da Obesidade Infantil na Saúde da Criança e do Adolescente

consequencias da obesidade infantil

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A obesidade na infância e adolescência deve ser vista como um grande problema de saúde, principalmente pelo fato de que há uma enorme chance de perpetuação na vida adulta.

 

 

 

Veja as consequencias da obesidade infantil

Veja sobre doenças causadas pela obesidade

Veja aspectos psicológicos da obesidade infantil

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As conseqüências que o excesso de peso acarreta para o indivíduo são sérias, podendo-se citar as cardiopatias, diabetes, hipertensão, como exemplos, indicando que há necessidade de atenção para o problema.

O surgimento de hipertensão arterial está fortemente associado a obesidade infantil. Muitos estudos têm mostrado que na obesidade há elevação do débito cardíaco, e expansão do volume sanguíneo como causa do aumento da pressão arterial.

Existe uma relação praticamente direta entre pressão arterial e peso corporal, através de pesquisas realizadas por meio de estudos longitudinais, pode-se perceber o aumento da pressão arterial ocorrendo paralelamente ao aumento de massa corpórea, e o inverso ocorreu com aqueles sujeitos que tiveram diminuição de massa corpórea.

 

Complicações ortopédicas são bastante freqüentes na obesidade, pois o excesso de peso provoca uma série de traumas nas articulações.

 

As articulações dos joelhos e o deslocamento da epífise da cabeça do fêmur são as regiões mais afetadas em indivíduos obesos.

 

Dentre os problemas estéticos, pode-se citar principalmente as alterações dermatológicas como estrias, celulites, fragilidade da pele nas regiões das dobras, com tendências às infecções fúngicas, com escurecimento da pele nas axilas e no pescoço.

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Conseqüências da Obesidade Infantil – Conseqüências psicológicas e emocionais da obesidade na criança e no adolescente

Além do desconforto, das complicações físicas e orgânicas da obesidade infantil, como algumas doenças que ocorrem com maior probabilidade em pessoas obesas, a obesidade infantil também trás conseqüências emocionais e psicológicas para crianças e adolescentes.

 aumentando o número de respostas emocionais inadequadas.
obesidade infantil consequencias psicológicas

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Os problemas psicológicos do obeso, no entanto, não podem ser generalizados, pois a estrutura mental é uma particularidade de cada pessoa.

 

O que pode se dizer é que indivíduos obesos não só podem ter distúrbios psicológicos pelo seu excesso de peso, como também que seus problemas psicológicos contribuam para a perpetuação de sua obesidade.

 

A mídia exerce uma pressão e uma influência muito grande na sociedade. Muitas vezes é a mídia que define padrões aceitáveis de normalidade através de conceitos estatísticos.

 

A criança e o adolescente obeso enfrentam dificuldades diárias, sendo vítimas tanto de preconceitos externos quanto do próprio auto-preconceito.

 

 A criança obesa, por sentir-se discriminada, tende ao isolamento social. Situações de atividades físicas ou relacionamento com outras crianças, podem representar para ela motivo de esquiva, o que contribui para inatividade e imaturidade social.

 

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Obesidade Infantil: Diferença entre sobrepeso e obesidade

Para diagnosticar a obesidade infantil é necessário que se faça a distinção entre sobrepeso e obesidade.

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Veja mais sobre obesidade infantil

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Veja aspectos psicológicos da obesidade infantil

 

Sobrepeso é diferente de obesidade.

 

Entende-se por obesidade um excesso de gordura acumulada em todo o corpo que representa uma porcentagem muito maior em relação à massa magra, enquanto que sobrepeso pode ser definido apenas como um excesso de peso previsto para o sexo, altura e idade, de acordo com padrões populacionais de crescimento.

 

Além disso, o sobrepeso representa apenas um risco do indivíduo tornar-se obeso, já a obesidade traz prejuízos à saúde.

 

Quando a obesidade ocorre na infância, esse problema se torna ainda mais sério, pois é nesse período e início da adolescência que o número de células adiposas de um indivíduo são definidas.

A indução de ingestão calórica excessiva, por tempo prolongado, leva a hiperplasia (crescimento exagerado de um órgão por proliferação exagerada das células) ou hipertrofia (crescimento exagerado de um órgão por aumento de tamanho das células) do tecido adiposo da criança.

 

Embora que ainda possa haver perda de peso posterior a formação do quadro de obesidade na infância, através da diminuição do tamanho das células, não ocorre a diminuição da quantidade, permanecendo esse indivíduo com tendência para engordar por toda a vida. 

O armazenamento de gordura nas células se dá de forma lenta e progressiva. Talvez por esse motivo, as pessoas não consigam dar tanta atenção para isso nos primeiros anos de vida das crianças e somente muito depois é que percebem o tamanho do problema que terão que enfrentar.

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Criança Obesa: Como identificar a obesidade infantil e as conseqüências da obesidade para a criança

Para identificar e diagnosticar a obesidade infantil, não basta achar que a criança está gorda ou acima do peso.

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Veja mais sobre obesidade infantil

Veja as consequencias da obesidade infantil

Veja sobre doenças causadas pela obesidade

Veja aspectos psicológicos da obesidade infantil

 

Também é importante diferenciar o que é sobrepeso e obesidade.

 

Na identificação e diagnóstico da obesidade infantil, a utilização, somente, do cálculo do I.M.C. para medição de massa corpórea é válida somente para indivíduos adultos.

 

Como crianças e adolescentes ainda estão em fase de crescimento, o índice de gordura presente em seus corpos varia todos os anos, além disso existem diferenças também entre os sexos, por esses motivos não se pode utilizar apenas o I.M.C.

 

Crianças e adolescentes devem ser classificados através de um paralelo entre o cálculo do I.M.C. e tabelas ou gráficos especiais que levem em conta além da altura e do peso atual, a idade e o sexo dos sujeitos.

 

Nestas tabelas são utilizados esse tipo de mensuração, nos quais estão contidos uma série de curvas que indicam um percentil específico representando um padrão de crescimento que vai dos 2 aos 20 anos.

Primeiramente calcula-se o I.M.C, em seguida cruza-se no gráfico, de acordo com o sexo, o I.M.C encontrado e a idade do sujeito, através do cruzamento dessas informações obtem-se o percentil do indivíduo.

 

tabela cálculo para saber obesidade infantil

tabela cálculo para saber obesidade infantil

 

Quando o percentil estiver entre 5,1th e 84,9th a criança é considerada eutrófica, quando o percentil estiver entre 85th e 94,9th a criança é considerada com sobrepeso e quando o percentil for igual ou maior que 95th será considerada obesa.

 

O I.M.C. decresce durante a idade pré escolar e aumenta a partir da idade escolar.

 

Descubra a diferença entre sobrepeso e obesidade, entenda o por que as crianças obesas tem dificuldades de relacionamento social, preconceito e sofre mais doenças do que as crianças consideradas com peso normal.

 

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Obesidade infantil: Como tratar e identificar os fatores que influenciam na obesidade infantil

A obesidade infantil atualmente é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, pois cada vez mais encontramos crianças desde a mais tenra idade com sobrepeso e caminhando para uma obesidade que dificilmente será compensada na vida adulta.

 

Veja sobre criança que come demais

Veja sobre conseqüências da obesidade infantil

Veja sobre teste para identificar distúrbio alimentar

Veja sobre aspectos psicológicos da obesidade infantil

Os fatores etiológicos da obesidade mostram que influências genéticas, sociais, psicológicas e ambientais colaboram entre si para o desenvolvimento e manutenção da obesidade.

 

Em relação à obesidade infantil, estudos mostram que as mudanças no ambiente familiar são fatores que geram distúrbio alimentar e se correlacionam com o aumento da obesidade infantil e adulta.

 

A criança, do ponto de vista psicológico, sócio-econômico e cultural, depende do ambiente onde vive, que na maioria das vezes é constituído pela família, sendo que suas atitudes são, freqüentemente, reflexo deste ambiente.

 

Se este ambiente é desfavorável, poderá propiciar condições que levam ao desenvolvimento de distúrbios alimentares. Se estes distúrbios prevalecerem, irá provocar a obesidade infantil e adulta.

Dessa forma, o conhecimento das influências fornece substrato ao desenvolvimento de programas que visem a prevenção e a orientação de pais e familiares sobre controle e alimentação adequada, bem como práticas de exercícios para evitar o sedentarismo.

 

Outros fatores psicológicos que provocam ansiedade e angústia em crianças, contribuem de forma potencial como fatores no desenvolvimento da obesidade infantil. Por exemplo, separação dos pais, mudança de escola, mudança de endereço, perda de ente familiar, etc.  São fatores situacionais que provocam grande angústia e ansiedade, ou ainda depressão, desprazer e isolamento que provocam alterações comportamentais e muitas vezes geram distúrbios alimentares como déficit de peso ou ganho excessivo de peso.

 

Já fatores que favorecem uma alimentação adequada, como o consumo de leite materno, verduras e hortaliças, agem como fator protetor contra a obesidade, assim como a prática de exercícios físicos adequados para o porte e idade das crianças.

 

Na contramão, o uso e o tempo cada vez maior das crianças diante de aparelhos de TV, Vídeo game e computadores, mostram que existe uma associação significante que precisa ser considerada nas orientações de pais e familiares, pois não só o sedentarismo desta atividade, como também, os efeitos cumulativos da influência da mídia, com anúncios constantes de lanchonetes, chocolates, guloseimas e outros alimentos hipercalóricos que são bombardeados a cada minuto nas propagandas, fazem com que a criança fique muito vulnerável, agindo por impulso e comendo mesmo sem ter fome, somente para satisfazer o desejo de consumo imposto.

 

Isto cria um círculo vicioso formado por: obesidade – diminuição da atividade – assistir TV – comer sem ter fome, e sim pelo hábito – obesidade, que se não for rompido permanecerá expandindo a epidemia de obesidade pelo mundo. 

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Criança muito gorda: Obesidade infantil – Hábitos dos pais que influenciam na obesidade infantil

A Obesidade infantil é uma epidemia e está presente em todos os cantos do mundo. No Brasil estima-se que quase 40% das crianças de classe A, B e C possuem obesidade ou estão perto disso com peso corpóreo bem acima do que seria adequado para a idade.

Veja sobre obesidade infantil

Veja sobre criança que come demais

Veja sobre teste psicológico para detectar distúrbio alimentar

Veja sobre fatores psicológicos associados à obesidade infantil

Veja sobre consequencias da obesidade

 

Além dos fatores genéticos associados à obesidade infantil, o sobrepeso também é original de hábitos e comportamentos dos pais que acabam influenciando na criança.

 

Como saber se a criança está com obesidade infantil ou se está acima do peso adequado?

As mães e outras pessoas que tem afinidade com a criança, como professoras, por exemplo, podem perceber a diferença entre uma criança e seus coleguinhas da mesma idade.

 

Estabelecendo esta distinção, pode ser feito o cálculo de massa corporal (IMC) para identificar ou não o sobrepeso.

 

O cálculo é feito por meio da divisão do peso pela altura ao quadrado. O resultado acima de 85 percentil caracteriza o sobrepeso, acima de 95 percentil caracteriza a obesidade e abaixo de 85 percentil indica que a criança está dentro do peso normal.

 

O cálculo de sobrepeso para crianças não é igual ao cálculo de sobrepeso ou obesidade de adulto, pois as crianças crescem de forma mais rápida, alguns com saltos de crescimento, ou seja, demora um pouquinho para crescer e depois cresce muito rapidamente, dessa forma, os números variam conforme a idade. Voce pode fazer esse cálculo e acompanhar a tabela de obesidade infantil na página http://www.abeso.org.br/ .

 

As influência dos hábitos dos pais na obesidade dos filhos podem ser facilmente identificadas pelas preferências alimentares das crianças e pelos hábitos de atividades físicas.

 

Estas práticas são influenciadas diretamente pelos hábitos dos pais, que persistem freqüentemente na vida adulta, o que reforça a hipótese de que os fatores ambientais são decisivos na manutenção e na origem do sobrepeso e da obesidade infantil.

 

É claro que a disposição genética é um fator importante para o desenvolvimento da obesidade e isso é herdado, mas também é possível reduzir essa influência se os hábitos saudáveis forem intensificados com modificações no ambiente e nas regras adotadas pelos pais.

 

A alimentação inadequada caracteriza por um exagero no consumo de alimentos ricos em gordura e com alto valor calórico, bebidas e refrigerantes, sedentarismo condicionado por redução na prática de atividade física, trocados por comportamentos de assistir televisão, jogar vídeo game, ficar no computador por horas, sem exercícios, andar somente de carro, todos estes fatores que formam um estilo de vida acabam por influenciar e sedimentar a obesidade infantil que provavelmente irá perdurar na fase adulta.

 

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