Leptospirose: risco de contaminação nas enchentes

A leptospirose, também conhecida como Mal de Adolf Weil ou Síndrome de Weil, é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria chamada Leptospira e pode ser fatal. O microorganismo está presente na urina de ratos e outros animais, como bois, porcos e cães e é transmitido ao homem através do contato com a pele. Por isso, em época de chuvas, o número de casos aumenta, a urina de roedores de bueiros e esgotos se mistura à agua da chuva e de córregos nos alagamentos. É de extrema importância evitar o contato direto com a água acumulada pelas enchentes.

Manifestação

O período de incubação demora, em média, de uma a duas semanas, mas pode chegar a um mês. Ou seja, a doença só começa a se manifestar entre 7 e 30 dias depois que a vítima teve contato com a água ou a lama contaminada.

Sintomas

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe e da dengue: febre alta com calafrios, dor de cabeça e dores musculares pelo corpo (principalmente na panturrilha, o que pode atrapalhar na locomoção da vítima pela intensidade da dor). Os pacientes também costumam apresentar náuseas, vômitos, diarréia e tosse. Outros sintomas possíveis incluem tosse, faringite, dor articular, dor abdominal, sinais de meningite, manchas pelo corpo e aumento dos linfonodos, baço e fígado. Um achado típico da leptospirose é a hiperemia conjuntival (olhos acentuadamente avermelhados).

Estudos

Os médicos alertam que a automedicação pode prejudicar o tratamento, pois camufla sintomas que podem se agravar. A água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) mata a Leptospira e deve ser usada para desinfetar reservatórios de água e locais e objetos que podem ter sido contaminados. O Ministério da Saúde orienta o uso de um litro de água sanitária para mil litros de água. Durante a limpeza, é necessário usar luvas e botas para proteção.Também é preciso combater os ratos, principais vetores da doença. É possível evitar a presença de roedores com o acondicionamento e destino adequados do lixo e o armazenamento apropriado de alimentos.

Classificações

A doença pode ser classificada em: forma anictérica (sem amarelamento da pele) ou com poucos sintomas – a forma mais benigna e presente em 90% dos doentes ou forma ictérica (pele amarelada) ou Doença de Weil – a forma mais grave que acomete 10% dos doentes e pode levar à morte.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença não é fácil, por conta da variedade de sintomas que são comuns em outros quadros clínicos. É importante analisar se o doente esteve em situações de contato com água contaminada. O diagnóstico final é confirmado por meio de testes sorológicos como o Ensaio Detector de Anticorpos de Enzimas (ELISA, no acrônimo em inglês) e o (PCR – acrônimo em inglês para Reação em Cadeia da Polimerase = Polymerase Chain Reaction) e sorologia sanguínea, conhecida como a doença do rato.

Como ocorre em várias outras doenças infecciosas, o quadro clínico da leptospirose varia bastante entre os infectados.

Tratamento

A leptospirose é tratada com antibióticos, como a doxiciclina ou a penicilina e, principalmente, com estreptomicina ou dihidroestreptomicina, que eliminam a bactéria dos rins e, posteriormente, a transmissão da doença.

Cura

A maioria dos pacientes melhora em uma semana e apresenta evolução benigna, porém em cerca de 10% dos casos, a melhora é mais lenta, com insuficiência renal aguda, hemorragias, meningite, insuficiência hepática e respiratória. Algumas vezes, a evolução da doença é bifásica, com alguma melhora por dois ou três dias, seguida de nova piora dos sintomas. Os pacientes com dificuldades na cura da leptospirose costumam apresentar sinais de icterícia (pele amarelada) após o terceiro dia de doença. Um sinal muito característico da forma grave é a icterícia bilirrubínica (com vaso dilatação, uma mistura de pele amarelada e vermelha, muitas vezes de especto alaranjado).

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Fraqueza Muscular Progressiva – Distrofia Muscular da Cintura – Distrofia da Pélvis

A doença distrofia muscular da cintura ou distrofia da pélvis é uma doença rara que atinge a parte da cintura, provocada pela deficiência beta-sarcoglican.

fraqueza muscular - distrofia muscular

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A doença provoca fraqueza muscular progressiva, principalmente na musculatura pélvica, na cintura ou no ombro.

 

Diferentes subtipos de (DCM) Distrofia Muscular da Cintura pode agora ser distinguidos por meio de proteínas e análise genética.

 

Esta doença pode ainda provocar hipertrofia da panturrilha.

 

O início desta doença pode ocorrer a partir dos dois anos de idade até a adolescência. Pode ocorrer ainda envolvimento de doença cardíaca em 20% dos casos.

 

No diagnóstico desta doença é possível perceber que os níveis séricos de creatina quinase (CK) atividade é sempre elevado. 

 

Esta doença não tem um tratamento específico determinado e muitos pacientes recebem fisioterapia para evitar o agravamento de contraturas.

 

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