Por que ocorre o câncer: Como entender o desenvolvimento do câncer

Segundo Mayol (1989), o câncer é um termo técnico usado para todo tipo de proliferação anormal das células, que crescem, reproduzem-se de forma desordenada] multiplicando-se pelo organismo e dando origem ao chamado tumor benigno ou maligno. São vários os fatores causais da doença. Entre eles encontram-se o estado hormonal, o estado imune, o psicológico, a idade, e o estado nutricional de cada indivíduo.

Existem ainda os fatores externos como a prática do tabagismo e do alcoolismo, que também estimulam a proliferação das células cancerígenas no organismo, podendo dar origem ao câncer de pulmão, garganta, laringe, orofaringe, entre outros (Mayol 1989).

De acordo com Silveira (1987), o câncer tem sua origem nas células orgânicas. Tais células se proliferam quando recebem estímulos de substâncias químicas como o contato com radiações ionizantes, seja pelo contato de uma explosão de bombas, ou no cotidiano de pessoas que trabalham com tais substâncias. Existe ainda a estimulação devido ao contato com substancias físicas, como é o caso do tabagismo, do alcoolismo e de outras substâncias agressivas ao organismo. E há, por fim, as estimulações causadas por substâncias produzidas pelo próprio organismo, como é o caso da estimulação orgânica, na qual o próprio organismo produz substâncias que induzem a produção de células doentes, dando assim origens às células cancerígenas. A partir dessas estimulações químicas, físicas ou biológicas, as células orgânicas ganham características anatômicas e fisiológicas próprias que diferem das demais células, e se multiplicam pelo organismo dando origem aos chamados tumores benignos ou malignos.

Segundo Nutter (1985), o câncer é um termo técnico usado pela medicina para referir-se aos diversos tipos de neoplasias. As neoplasias caracterizam-se pelo crescimento desordenado das células orgânicas

O câncer possui forte estigma social e está associado à morte. Provavelmente este estigma torna-se mais forte porque para alguns tipos de câncer dos quais os tratamentos não têm sido eficazes, podendo evoluir a óbito, tornando assim, a doença ameaçadora, causadoras de dores intoleráveis, mutilações, agressões a aparência física do paciente devido às cirurgias mutiladoras como a mastectomia, ou a queda do cabelo, devido ao efeito da quimioterapia. (Nutter 1985).

Infelizmente, ainda nos dias atuais, existem inúmeras pessoas que não possuem as informações adequadas a respeito da doença e apresentam verdadeiras fobias ou, oncofobias quando são orientadas a fazer exames que venham facilitar o diagnóstico da possível presença de um tumor benigno ou maligno. Acredita-se que isso acontece porque, por mais informações que a população possua a respeito da doença, não se pode negar que o caráter invasivo da doença dificulta a desmistificação do tabu existente na sociedade (Silveira 1987 e Klafke, 1991).

Sabe-se que durante muito tempo o câncer foi um sinônimo para morte e ainda hoje o estigma pesa muito àquele que descobre ser portador da doença. Provavelmente isso ocorre devido ao fato de se tratar de uma doença sistêmica, doença geral e não local. Trata-se de uma doença que se inicia em determinado órgão e se prolifera por todo o organismo quando não tratado.

Durante um longo tempo o câncer foi um tabu não apenas para o portador da doença, mas, para toda a sociedade. Infelizmente até os dias de hoje existe certo receio, um certo tabu quanto ao diagnóstico de câncer. E os estudos que vêm sendo realizados a respeito da doença câncer não só contribuem para o melhor conhecimento e o tratamento da moléstia, mas também servem para desmistificar e quebrar o tabu que a doença vem causando às diversas gerações (Silveira 1987 e Mayol, 1989

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